Sunday, December 03, 2006

solamente besame

besame. solamente besame. mucho mas não como beijo de novela. beijo técnico, beijo falso, beijo de língua sem ângulos desnudos, beijo fascinoramente negado a persona que diz encarnar o ator, beijo de câmaras ardentes mas só sob luzes artificiais, frio estúdio de amantes em falta, pagos para uma repetição que beija até capitular.

beija-me amadoristicamente, cuspe e saliva, em excessos. rompe-me a boca, o hímem da língua presa, beija-me com as mãos, os cotovelos, a fome e a tristeza, a vergonha e a ira, o nariz e as orelhas, mas preserva-me os dentes enquanto arrancas-me acostela do desejo que fará de ti a mulher do que te dou.

Sunday, October 08, 2006

besame mucho(ou para os mais íntimos, cunilingus)

— dá-me um chupão, disse ela, coxas entre o retesado e o eflúvio, via em dupla mão prestes a bobulhar.
ele em se aproximando lambia-a como a um semi-dec. mais aos beiços que a epiderme contra a cara, quase.

— assim não! quero-te um chupão. anda! morde com força, arrasta a língua e vira de ponta a cabeça o meu clítóris, que para tí podes chamar de nininho.

e ele, entre o esgueirando-se e o esforçando-se para ser delicado, evita por hora embate frontal. causa provável, misto de aparelho em uso e dentes frontais por demasiado afastados pra seu gosto, mas se em pentelhos, garfos em alhadas, se mais se aproximasse. em loucuras isto já quase pelo inevitável.

ela, entre o desejo de ser insaciável e a vocação para guarda de trânsito. frêmito só. mãos a sinalizar a entrada do túnel para o qual não impunha limite de velocidade.
— dá-me um chupão! dá-me um chupão. repetia com lábios em viaduto de bases trêmulas. onde habitantes sob, pequena colonia de bactérias, alí apenas para contribuir com gosto peculiar as partes chupadas, em taxas, que último ginecologista consultado, taxou como dentro dos parâmetros, dermacyd noves fora.

muito com cerimônia, educadamente servia-se de tais partes com fino gosto de formosura. umbigo ao vapor .virilhas au naturel e grandes lábios, quem sabe, à bechamel. era um gourmand, poder-se-ia concluir. decerto que para os pequenos lábios não abdicaria do uso de aparelho como extrator de ostras cruas, embora as maõs já previamente adequadas em lavanda francesa. mas os pentelhos, os miseráveis não convidados dos pentelhos, não estariam em seus planos. detestava algas. por mais que tentassem convencer-lhe de que suas propriedades eram vitais para a saúde como um todo.

como um todo não haveria de comer não, enquanto insistentemente ouvia a já agora cantilena, — dá-me um chupão, dá-me um chupão, com força, mete a boca em tudo, tudo dentro, dentro, mãos a galgar-lhe o pescoço, já agora azáfama sobre boca, nariz, olhos e ouvidos, desespêro rompante de quem alcançando planalto, vislumbra cume, prévia da vista, d´onde lançaria-se para gozo sem para-quedas, inútil firula em meio aos líquidos quentes rompendo a fervura de tantos e quantos banhos-maria.

dá-me um chupão, dá—me um chupão! dá-me, dá-me, dá-me. ladainha, já a atiçar-lhe os nervos. de tal forma que os prazeres da carne começavam a não lhe falar mais ao pau. nem que fosse comida japonesa. queria deliciar-se aos picadinhos, porosidades por porosidades. papilas gustativas em ordenada ereção a suster as nuances de sabores e phs só perceptiveis para quem hábil por anos e anos de treinamento em diferençar as mais sutís peculiaridades, daquilo que os comuns mortais tratam como caldo de buceta e pronto. sem mais delongas. bocas cheias de tacacás a escorrer. sem nada a declarar sobre os ingredientes e especiarias que porventura em mais ou menos de quantidades e intensidades. para aqueles era meter a boca e ui-ui-ui, com pentelho e tudo. cuspiam um ou outro entalado na garganta e por pouco não arrotavam. sem mais mistérios e preciosidades que a vida tem outros tipos de fomes que come os interiores sem deixar nada de fora.

não era a dele. sendo ele tipo que aprecia entradas, prato principal e segundo menu, mais as sobremesas, com o decór dos talheres postos à mesa irretocáveis em forma e uso. irmanados a companhia de guardanapos e toalhas, que por sua vez estabeleciam em corte, a convivência com taças em suas posturas de suntuosidades longilíneas, devidamente valorizadas pelo cristal de origem. um verdadeiro ritual rumo aos prazeres da boca. não que fosse afrescalhado,´magina. sua tara era outra, bem outra ainda mais tarada. e sendo assim cuidava para que as coisas fossem ao patamar elevado nunca menos que a categoria de perfeição. como só assim se poderia desfrutar dos prazeres da carne ou peixe, não que esta mulher tivesse algo de sereia. até porque, se assim o fosse, já teria lhe dado um trato as escamas. retirando-as uma a uma com seu infalível método de quase cauterização uni-celular.

chupa, chupa! o dá-me não se fazia mais ouvir. mas era se como. mulher infernal. deve ser daquelas que fala de boca cheia. porções a mais na boca. confabulava já irritadíssimo com tal serviço de alto-falantes a querer lhe ensinar o pai nosso que me chupais dando-lhe nos nervos, atrapalhando em muito sua concentração, que preferia ouvir algo menos rococó a combinar com aqueles pequenos lábios, trazidos para fora pelas maõs de um mestre tal qual revirava as internas de um salmão na táboa.

chupaaaaaaáa, chupaaaaaaáá! agudo de louçaria trincada a perfurar-lhe o tímpano. justo no momento que chegara a consagração dos pequenos lábios na ponta de seus dedos, devidamente lavados e esterelizados, com mais vagar as unhas, que se assim não, podem estragar o sabor de muitos pratos. justíssimo quando tem alí, como pérola acordada do repouso em seda, o clitóris. de vermelho escarlate preciosidade por ninguém assim apreciada. a tal ponto de que o orgamos em sí era proveniente já do espaço micrón entre a ponta de sua língua e a ostra agora debulhada.


chupa porra! chupa porra! mete a boca dentro, chupa esta buceta seu filho da puta cagão! e mal ouvindo aquela verdadeira trovoada sentiu um puxão de tal ordem que sua boca atarrachara o clitóris agora incrustado em seu aparelho corretivo da queixada.

a mulher num gozo pantagruélico, nem notou quando ele afastou-se já com o clitóris decepado na boca, ostra não fosse, peróla de sangue dentada ao aparelho.

por segundos, que julga ser mais de 30, a mulher esvai-se em fluxos e refluxos de um gozo em contorções de extirpada. sempre a gritar — aí que me chupastes a buceta como um deus, como um deus, que nenhum homem me fez assim, arrancando-me gozo da carne mais que dantes viva.

ele, não mais suportando o grasnado, os arrulhos, os desafinos, retirou-se do entre-coxas, da cama, do quarto, em busca de nacos do silêncio que acalma todo crime cometido. e por tal feito, foi para a sala, onde com a ajuda de um guardanapo de linho do nepal, espremeu um lima de vez, somando-a a delicia da degustação. enfim sós, ostra incrustada no aparelho, única exceção de toda uma vida para não uso dos talheres apropriados, quem diria. e por tal, gozou-a e deglutiu-a enquanto pode até a chegada do instituto médico legal, inventariando odores e tessituras que ninguém jamais supora existir.

ao fundo, sua suite preferida. e um branco que foi o último daquela safra.
hanibal, decididamente, agora tinha certeza, era uma amador. e muito do sem modos, permitindo-se uma última chupada quase derrapada por um sílvo da sucção, ainda que sutil como somente ele soubera ser em todos os cunilingus praticados, sempre à carater.

Wednesday, October 04, 2006

yazigi

— ass hole!

procurei no multidicionário de línguas o significado exato da construção e não achei. na verdade estes cursos de inglês nunca ensinam aquilo que é realmente importante. mas gostei da menina, pensei em bom portugues.

ainda não sei aonde vamos parar, mas já estou começando a entender porque dizem que fazer um intercâmbio é fundamental. dito e feito, então também arrisquei:

— señorita je taime, kiss may esse, suck meu dique, allways e arrisquei o que sabia ser algo chulo: ma che bello culo.

tá bom. sei bem que não é assim que se age no primeiro encontro. outros paises outros costumes. mas, errinhos nas partes, arrasei com a língua, pensei. e desatei num muito bom português cheio do sotaque

—estamos aqui mesmo é para nos aperfeiçoar no idioma não é mesmo pussy lady kindly ?

e pra não perder a viagem arrematei numa idiomatic expressions pro nosso lado:

—poder ser ou tá difícil ?

o resultado? bem, mudei de curso, estou estudando russo. idioma onde fica bem mais fácil cometer erros acertados na ponta da língua. além disso, ao que parece, o pessoal dessa turma é camarada já a primeira saudação.

Sunday, October 01, 2006

urna de manequim

ele, de manhã, bem cedo, dia de eleição, faz bôca de urna: — vai logo, vira essa urna pra cá, hé-hé, tentando sufragar vontades.

ela, por sobre os ombros, mais cara de mesária roendo caneta bic, do que cara de tédio, o que dá na mesma ou a que dá na mesa? o que também continua dando na mesma : — ah! não, voto nulo outra vez? vira pro lado e ignora sua justificativa de direito consitucional do exercício democrático de voto.

moral da história: nem sempre a democracia é o regime onde a minoria se fode como gostaria. às vezes, nem isso.

Friday, September 29, 2006

manutenção técnica

dentucinha e de tamancos, porteiro não aguentou.
podia ser a última coisa que ia fazer na vida mas ia fazer. esperou e entrou junto no elevador.

durante meia hora foi um tal de sobe e desce. sim aqueles dentinhos fariam maravilhas que duraram um pouco menos do que a sesta diaria na portaria.

súbito sentiu tamancada no balcão e um grito de fechar o zíper — acorda! seu josé. o elevador está emperrado.

Thursday, September 28, 2006

folga no embuchamento

arma do crime: bimba calibrada na grosa. resultado: lingua mordida, natureza ardida, cu folote, nunca mais licença pra peidar de fininho.
e não é que a rosinha engravidou?
—mas pelo cu, tião?foooda-se!
—rola fogosa doutor. vazou pro lado. deu de respingar. o senhor não sabe como é ?
—tião, tião, você precisa dar um jeito neste vazamento. a continuar assim ainda pinganinmim.
— ôxe! doutor. qué isso! vira esta boca pra lá.

Wednesday, September 27, 2006

topada

nem era bem apessoado assim o moço. mas tinha uma lábia…tanta, que até deu-se ao luxo de relaxar no estilo e arrematar a investida com um topas? muito do sem-vergonhazinho: qué qué isso?

ela, moça de pernas grossas e coxas de viaduto, arquivadas por rosto franzino, retocada num rímel de óculos, pensava, pisando em ovos, o que não pensou por toda uma vida contrita em sesmarias de vontades. coração tamborilou no sexo e tome pancadaria na moral. topo não topo, topo não topo, … topo!

e aí, top-top! fodeu! mais um viaduto fudido em sua bifurcação.

Tuesday, September 19, 2006

right between the eye´s ass

eu comeria esta bunda para sempre, disse-lhe, jogando sua vida num buraco. e para sempre, seria o homem mais feliz do mundo, completou com certo cuspe.

mão cheia bem no meio do olho. a mais linda promessa de dieta auto-imposta e mais do que apaixonada, estatelava-se alí na sua cara.

foi na cara mais foi como se fosse no escroto. sim, foi no escroto por parte dela. um cuzinho só. custava nada diante de tanto amor? e da fidelidade que ele daria em troca? afinal, onde estava o amor com tanto ardor que jurava ela?

interrogações mais interrogações. sinal de curva. tal qual seu pau. morto pela vontade de meter-se por onde não saiu.

de agora em diante, para ele a vida torná-se-ia uma punheta só.
e para ela, um cu.

Tuesday, September 12, 2006

vagas para secretária no conselho de administração(favor não se apresentar quem não puder ser preenchida por todos os requisitos)

- pilhas de diplomas que não lhe estragaram a silhueta. bons peitos. belo par de pernas torneadas. carinha de anjo, com pinta de putinha e uma bunda torneada com zêlo e afinco. ereta postura, apesar de tantas curvas, o que é sempre bom sinal, avalia a imparcial sabedoria executiva em comentários discretíssimos aos óculos que o auxiliam a não cometer cegueira. mocinha sorri num cruzar de coxas, discreto, mais com peso de carta de apresentação. pondo-se as mãos num timing de rótulas que se contorcem ensaiando pedido de atenção à aprovação equiparando-se por segundos aos ponteiros do relógio que marcam quinze para as duas em meia hora de entrevista passada ao avesso.
- já ví o bastante para mim, não vamos perder tempo, conclui o ceo. e com a equidistância que se espera de um administrador, somado ao poder de quem na hora h bota o pau em cima da mesa, sentencia: - uma profissional portadora de tais atributos, não só pode ficar desempregada, como encaixa-se com perfeição as nossas necessidades mais profundas.
conselho de administração também aprova por unanimidade com exceção de alguns membros de fora.
e mocinha vai logo atestando que é boa de língua como afirmavam as referências.

Thursday, September 07, 2006

edith é foda!

a constatação de quem encarava a visão, de frente ou de costas, de joelhos ou de ponta a cabeça, era sempre a mesma:a coisa tá preta. preta e dura. como um somente um pau de 32 cm e 12 de diâmetro pode ser a coisa.

salustiano vigor não iria reclamar da natureza do seu entre pernas fora das medidas das pernas. não tinha um piroca. tinha uma arma. apontada pra qualquer buraco, prepuciava ser capaz de fazer estragos tão ou mais piores do que um taco de basebol abusado. padecia quem o tinha nas entranhas. e de nada adiantavam os ai meu deus, meu jesus cristinho, valei-me santas edwiges, reza e blasfêmia, numa já desfalecência entre assaduras e solavancos, desatinados entre os mesmos ohhhhs e ahhhs e uihhhs, agora melados de gosma e sangue que, invariavelmente, todas soltavam ao ver a coisa preta vindo a abrir caminho a pau e cuspe, sem dó nem piedade, como se os testiculos fossem turbo-hélices a impulsionar aquele aríete de asas, que valei-me uma vez mais senhora das pregas não resistiam nem a metade se milagre fosse concedido. metida cabeça dentro, não restava saída: nem bem chegava a terço e o milagre já dava com tudo arrombado.

salustiano nunca sentiu o prazer de meter o pirilau todo na sirilanca de quem quer que fosse. chaveta de roda? nem pensar. na buceta também. gêmeos passariam mais fácil, ainda que viessem sentados. na boca, só de balde. e na frente, todinho, todinho mesmo, teve de se contentar metendo buceta de burra adentro. foda chicoteada, relincho de cravo. mais parecendo ter levado ela o coice. mas triste depois, nunca mais puxou carroça. e salustiano vigor não tava nem aí, pra saber o que é da mula manca.

não se importava muito com isso, olhando as mãos semi-cabeludas. seriam aqueles punhos malditos? enfim, que se lixem os cotos. punheta todo mundo pode bater. sacia, se a casa é vazia. na verdade, gostava mesmo era da causação da primeira aparição. de roupa suscitava ainda mais dúvida do que desconfiança. será mesmo que o três pernas corresponde ao embalo da coisa? seria o petardo maior que o foguetão? tarde demais pras descobertas pagas. porque de graça, vigor excitado, mulher direita nem dançava, já mais corria do que escorria. macharada também não passava perto. era humilhação demais pra soldado, cabo, sargento, coronel ou capitão. e assim a vida corria e de um certo modo passava longe de salustiano, que a pica do homem era de morte e não de morte cabeluda mas careca. até dizem que por ser do tamanho do rabo do diabo, este o tinha na mira pra capá-lo. onde já se viu tamanha pomba? mas que caralho dos diabos está fazendo assim fora do inferno?

mas como inferno? inferno é não ter zona. ainda que o inferno seja inferninho. e inferninho é sempre beirada de céu para quem tem pomba seja lá de que tamanho for. dentro do inferno, infernozeco, inferninho, abricó de fudedor, meretrício furreca que seja, lá quem diria, são diabinhas e não anjos que te levam para o céu. e não seria de se estranhar. afinal, um inferninho é o habitat sem habite-se de quem sabe fazer as coisas subirem: a dos bambas e a dos bambos. lá tudo sobe, nem que seja de língua, ou baço de braço empurrado. purga-se a porra e pronto: de volta a vida terrestre. esta sim um purgatório tinhoso e malamanhado sem as bençãos do céu na zona infernal.

reino dos céus, glória as alturas, sacerdotisa baixinha. metro e cincoenta. se fosse homem levaria com apelido vide-bula: rodapé de buceta. mulher, atarracadinha, com tudo no lugar, afora sobrinhas na máquina de fazer peido e uns faróis de peitinhos de milha a iluminar o baloiçar dos decotes. mais que bonitinha a danada que eu também quero comer. baixinha pitéuzinho, se não fosse rapariga. aí, não deu outra: biscui.

biscui chegou e foi já fazendo a quermesse da cidade de um puteiro só. imagem cuidada de quase-menina, sabedoria de puta-velha, ares de puta madre. somando habilidades de forma com truques de cheiro, levantou fortunas, amealhadas na aplicação escorreita na profissão magnânima de reconstruir auto-estima dos inferiorizados. contorcendo-se e gemendo de gozo mais chorado do que plexo em ápice nas dores de rins. convencia pelo tamanho e pela performance. até quando implorava que pegassem leve na hora de ser fudida. e era fudida mesmo com empenhos extras. principalmente pelos pequenos bilaus. aqueles que perdida a timidez são fuçadores de todos os buracos de corpo e alma, exultantes pela encontro de tamanhos equidistantes e até maiores a favor. e haja ilusão de ótica proporcionada por aquele corpo pequeno que fazia homens maiores do que eram. fornicadores reprimidos por todos os poros, jorravam gosma caudalososa e bolorenta, graças a moto-bomba anal, vaginal, bocal, inter-peital, coxal, lingual, e demais maneirices made in biscui que os levavam da nascente à pororoca de esporradas tão maiores que as pirocas de firulinha que mais pareciam esguinchar o dilúvio de almas até então penadas com aquela falta eterna de centímetros que valeriam por metros a cada polegada, e que agora de tão satisfeitas e orgulhosas permaneciam empire states eretas após a perfomance jugular, o que era quase-mesmo uma coisa. uma coisa, mas claro que não era preta, mas que era toda dentro como se fosse. e por isso mesmo havia fila. no puteiro. e nos bôca-a-bôca da cidade que chegou a padreco, bispo, arcebispo e cardeal, que de tanto ouvirem as reclamações nos confessionários- tudo que é marido guardava “as pequenas jóias para biscui” - ficariam meio-excitados fazendo meio-guarda-chuva das batinas e olhando de lado para os garotos da sacristia pondo-se a pensar em papa o que é muito diferente de pensar no papa, prestem atenção.

estraga prazeres a conversa chegou a salustiano. envernizando a pica pensou azedo do cu:— vou acabar com esta festa. rainha de metro e cincoenta e cinco? não senta no trono. mas vou sentá-la na minha rola e fazer-lhe um rapa coco. piso na fulô e enfio o dedo no buraco de mijo desse biscui que magina se guenta pau no cu? vomita na pica biscui que cuspe, pelo teu tamanho é seco, e bate uma de duas mãos. e tome sacudida de unha, só vou usar o mindinho, e rasgo-lhe toda. volta tudo de ré como dantes. cuspiu no pau, apontou para o teto. e esporrou na aranha que morreu esquartejada sob o impacto de uma chicotada. enquanto limpava-se com um dedo, olhava-se no espelho tocando os badalos do sino com a outra mão e se bem dizia: tá qui chapeleta que nem de veneta perde bala de canhão.

o inferno deu de cara com as venta de salustiano janela a dentro — hoje não tem pão com manteiga, balançou. e assim dito, rompeu o começo da tarde com vigor, irrompendo no puteiro bem antes da abertura da casa na surpresa não calada. biscui mal saida da cama, montanha russa da noite passada, ensaiava um banho, pega de surpresa com vidro de óleo de amendoa ainda nas mãos. meia perna em óleo outra ainda em seco de porra de tudo quanto é dúzia e meia de macho de nunca mais de 8 cm colados na coxa acrescidos do vaudeville dos estiramentos — sabe quem eu sou? pergunta maliciosamente salustiano amolegando o pau quase pau-a-pau a altura dos olhos daquele “pedaço de carnes de sobremesa” que mal lhe batia no umbigo. e dito e feito, puxou-lhe pra riba do seu “ursinho de pelúcia” e esfregando o rosto de bisqui no seu pau, anunciou:— vem cá que eu quero ver se tú é mesmo vaso ruim que não quebra, biscui.

biscui olhou de alto a baixo aquela coisa que era dono da coisa preta enquanto fastava a colcha da cama semi-descoberta, movimento suficiente para ficar de bruços e mostrar que tinha peitos e cus muito bem dispostos. girou o corpo e abrindo escala peitou: — vem! mostrar o teu vigor, vem!

salustiano fez um sobranchelho de riso debochado que foi aumentando a medida que ia tirando a roupa que por sua vez ia içando a bandeira a todo pau.

aberta assim, a buceta de biscui era uma vereda de fundo róseo, ainda? semi-tarjada em nérvuras púrpuras e um semi-veludo de um tufo que escapara dos “moicanos”. sem gordura no ventre, coxas de jogadora, dava para ver os peitinhos estrepitantemente duros. sim, biscui tinha no peitoral, armas de canículos curtos. não eram a doze de cano serrado do salustiano, mortais até quase meia distância. mas calibritos 22. arma de bucetas que só carregam maquiagem. aquela arma, no entanto, a queima-roupa acaba com muita dor de corno na calada dos elevadores da noite. muitos pacifistas apreciariam o impacto sutil de sua aparente pouca pólvora, no sem coice daquela arma, só arrepio. mas falando das mesmas outras, bicos de quase rastilho acesos, túrgidos como quase cartilagem, mais pareciam, tamanha tenacidade dos pinicados dos bicos onde quer que pinicassem, ainda estou em vantagem, não titubeou salustiano. e olhando o mangalho, crente que ia foder a biscui literalmente de rasgo alto abaixo, até ouviu, ao pendão rubro-negro, pedidos de salivas aos tiros.

-— vou te meter por cima, que por baixo eu te racho, empunhetou salustiano ainda com mais vigor. -— racha um caralho! desafiou biscui, puxando a coisa preta pelos ovos na direção do seu buraco. — mete, mete, mete sem pena, não gosto que metam bem devagarinho. vem me arrombar, vem! cuspia-lhe biscui, fazendo língua de para-brisa, deixando a carantona de deboche de salustiano quase empapada de saliva que ele nem teve pena de aproveitar para lubrificar a ponta do cabo do machado do lenhador que vai rasgar uma buceta em duas maliciou já com raiva. e partiu pra racha. alí não era graveto, era o tronco do carvalho.

de uma só vez, cabeça a dentro. mas não foi ela que gemeu. foi ele. primeiro uma sensação de areia movediça, depois de ter enfiado o pau num formigueiro. ela, mexendo o pequeno corpo, comandava também os chiados e mexidos da velha cama de campanha, com aquela cara que só as putas sabem fazer. caras e bocas que todo marido quer que a mulher faça, mas que se ela fizer leva porrada.

cabeça já foi. ai que arde, agora é tarde, já vou metendo-lhe a meio e ela nem trisca, desanda salustiano. mais areia movediça e formigueiro e esta mão no traseiro, notou montado em riba, ao que parece sendo ele fudido por ela que já demonstrava muito mais vigor, elevando-se da cama, trazendo por vácuo coxa de chenil rosa desbotado, pedaços roxos as costas, e agarrando-o de tal modo que da coisa preta toda engolida pela buceta de biscui, de fora só os escrotos e uns pentelhos idem, em meio a urna de espumas e checo-checo, que encheriam bacias hoje substituidas por pequenos baldes plásticos para a higienização do ambiente post-foda que na veia do salustiano não davam nem para galão de reserva.

biscui mais estrebuchava que tremia, penúltima coisa que se lembraria salu, antes de sentir uma espécie de mão ainda mais apertada dentro daquela buceta a fricionar o seu pau, com tamanha itensidade, que por um momento sentiu frio na testa e no suor da tora que prenunciava erupção, lava, geisers, que sei lá que porra é isso, que essa dona não tá chorando, nem tremendo, nem gritando, nem estrebuchando de dor não. tá é chupando ar. chupando meus mamilos. que ja foi pica toda no tabaco dela e ela implorando por rola: — rola grossa na minha buceta, rola comprida, rola com tesão, vai salustiano, enfia mais! sussurado de dentes friccionados mais o suficiente para balançar a auto-estima dele com vigor. mete mais? salustiano já tinha enfiado a documentação da coisa preta toda com ipva pago e tudo. como mete mais? mete mais, só se fosse um caralho enorme que salustiano agora jã não o tinha .

súbito, mixto de desmaio e asas nos corpos. um treme-treme de lascar. até pedaço de reboco e ripa voando no ar. gozo de gente em dois, perna de cama quebrada, coxa de chenil rasgada, pele de pica fissurada despregando e o mundo rodando, cheiro de vitória e derrota no ar. fade-out. vôte! um quase morre de orgasmo no ar.

segundos, minutos? — meia-hora, disse biscui, já sentada de costas para ele em cima do seu corpo com as duas mãos tentando levitar a cobra que agora passava a ser soprada e aspirada em banho maria. biscui, muito sacanamente, chupava e remexia o cu, de maneira que entre glúteos de potra, melhor de puta, acostumada ao exercício, mostravam que naquele buraco de cu, ainda se contava pregas e pregas que salustiano tinha a chance agora de despregar uma por uma fazendo valer a coisa preta, numa revanche que não a deixaria, aquela puta, nunca mais sentar em algo que não fosse beira de cadeira, ainda zonzo e atordodado, com tamanha disposição que não esperava mulher de pé e ele e a coisa preta de bambo.

coisa preta de bambu agora. soprada pelo hálito de biscui, agoada pela boca de biscui, que tal como a buceta de biscui, desconhecia tamanho e grossura, querendo beber na tora do talo, tudo que aquele pau que haveria de enfiar todo na boca pudesse despejar.

movimentos de gangorra, marulho de relógio-despertador. meia lua de vai e vem. boca aberta cu fechado. cu aberto boca fechada. salustiano volta da própria morte, com pau de morto, dizem, duro e ligeiramente maior do que visto em vida.

gangorra vai, gangorra vem. gira e roda, volta e meia, salustiano empurra a bunda de biscui ainda mais e fecha o círculo dos corpos e abre o circulo do cu de biscui, que sente a cabeça do pau molhado de vigor como um soluço. junta os cotovelos e dobra-se. abre a musculatura do cu e mais parecendo pedra lisa convida debulhadamente salustiano com vigor a mais a cravar as unhas para segurar os movimentos de contração e gula daquela bunda que sente a coisa preta ainda mais funda do que parecia no raso.

biscui maneja-se no enrabo esticando a parte superior do corpo curvando o quadril ainda mais. é um s deitado que recebe uma coisa preta enorme e o vai fatiando prega a prega, liberando fios de sangue e merda até parecendo fios de ovos, ovos alí pertinho já balançando, que diz pra sí mesmo salustiano enfiando com vigor que na bunda não é possível nem biscui aguenta aquela vara toda no cu. mas biscui vai vadeando aquela vara que já toda dentro não chegou ao fundo. pelas contas de salustiano, visto pela parte de dentro a coisa preta já devia estar-lhe entre os peitos. esta altura, biscui e salustiano são um corpo só com vigor servindo de viga para a coluna horizontal de biscui que com a coisa preta toda dentro até o talo enfiado no cu abra os braços como uma libelula e insiste para que salustiano fique de pé para que ela possa voar mais alto. provoca com vigor ainda maior a coisa preta toda dentro apertando-lhe com contrações do períneo ao cu, que salustiano sente em toda extensão do pau, ao ponto de parecer que aquele cu está lhe mastigando o abdomem. toma impulso e antes de ficar de pé, faz pressão ainda maior com a coisa preta toda dentro de biscui que arca com a diferença comprimindo os calibres 22 no assoalho contrapondo a isto levantar do cu pra lua, tornando seu rabo quase uma antena de direct tv no cu com perfeição de imagem e som em plena sintonia com o sinal do caralho enfiado. com vigor salustiano ergue-se puxando biscui pelo ventre o que no movimento significa junto com a coisa preta colocar uns pentelhinhos de pau a mais pra dentro no que biscui aguarda e estimula jogando a bunda para frente para trás borrando levemente a coisa preta toda dentro com algo que mais parece ter saido da parte intermediária do grosso.

semblantes pingados. salustiano sente o que é uma chave de cu nunca dantes aplicada em si e por biscui, naquele formato, em ninguém. o gozo com vigor em salustiano é um misto de prazer e dor com o esfíncter de biscui marcando sobre pressão a coisa toda dentro envolvendo-o como uma ventosa quase polvo. até na na borra que solta e se mistura com a porra com vigor injetada naquele cu que quanto mais volume e comprimento mais o agarra e mostra quem é que manda. biscui sente um misto de dor e prazer, tendo mais prazer na dor do que dor no prazer.

gozo antecipado com vigor de salustiano. gozo extendido de biscui que agora agita os braços num bater de asas que a transforma de libélula em borboleta emitindo um som de morcego de quase imperceptível muito embora tudo dentro e for a dela vibre em extensão. salustiano ainda zonzo do gozo, mas com vigor, sente o seu pau retorcido, quase moído, dor e repuxões ainda mais intensos, misterios gozosos jamais experimentados, temerários a princípio mais enrijecedores e iscas de epilepsia provocada por aquele corpo pequeno de orificio cuzal de tamanha extensão que a coisa toda preta parecia um palito palitando os dentes, se cu tivesse dentes, e não tão-somente gula.

fim e começo de novo gozo de salustiano alcançando em extensão gozo de biscui que acentua a velocidade dos movimentos e já bate asas como um “culibri” . parada no ar o cu de biscui pinica a coisa toda preta com tamanho vigor que salustiano mal tempo de ver a gozar biscui alçando vôo com seu pau a reboque pela janela.


corpo de salustiano desmembrado, trabalho feito, cheiro de suor, porra nova e porra velha, merda, desodorante vencido e perfume barato de cópia. e há quem jure, enxofre no ar. biscui seria o demo que tardou mas não falhara na promessa de capar com vigor a coisa preta toda. quer dizer, capar ele não capou. era só visão com vigor de salustiano. mas a coisa preta toda de salustiano com vigor agora era apenas sensação de tamanho sem casa, coisa inútil, mijadoura, cabeça baixa, dependurada no ar, serventia apenas da casa, punheta sem graça, pau triste de dar nó. teias e aranhas finalmente em paz.

no mesmo ar onde biscui escafedeu-se levando no rabo a coisa toda preta sugada pelo cu de ventosa enganador, ainda sobrava espaço para a coisa preta toda e meia com vigor de salustiano vigor. dizem que foi isso, a falta de meio, isso sim foi o diabo: um pau de quase terço do tamanho da puta e da grossura da batata da perna levar não só uma mas várias voltas, d´um cu de biscui?

- enfia esse pau de merda no meu cu, azucrinava com vigor biscui, que reduzido a pau de merda ia se angustiando cada vez mais com aquela fama que agora já não lhe servirá de nada demais para pressionar com vigor o botão de stop daquele rabo. aquele sim, rabo comedor com vigor do pau de salustiano que a única coisa agora que tinha sem tamanho era a cara de pau sem dono de um dono de um pau que nunca mais seria o mesmo.

- lugares comuns, escrita desigual, em vez de exórdios, mixórdios. edite, disse-me alguém a quem pedi observações acerca do conto do pau. edite, disse-me ele, repetindo o edite quase folha por folha. calma aí eu disse, edite é foda. edite é o cacete! edith era o nome verdadeiro de biscui*


* indícios há de que biscui era o nome dado a uma prostituta de estatura idêntica que fez história na zona do recife entre os meados dos anos 60 a 70. chegavam a dizer que no dia do seu aniversário toda a zona fazia festa. já no fim dos anos 80 era apenas recordação de uma zona que virou passeio de shopping.

Sunday, August 27, 2006

que tudo se f...

– que tudo se foda,
disse ela,
e se fodeu toda.
paulo leminsky, que se fudeu todo, mas que terá valido a pena.

porque se espeydorrava muito

Dizem que o vosso cu, Cota,

Assopra zombaria,

Que aparece artilharia,

Quando vem chegando a frota:

Parece, que está de aposta

Este cu a peidos dar,

Porque jamais sem parar

Este grão-cu de enche-mão

Sem pederneira, ou murrão

Está sempre a disparar.



De Cota o seu arcabuz

Apontado sempre está,

Que entre noite, e dia dá

Mais de quinhentos truz-truz:

Não achareis muitos cus

Tão prontos em peidos dar,

Porque jamais sem parar

Faz tão grande bateria,

Que de noite, nem de dia

Pode tal cu descansar.



Cota, essa vosso arcabuz

Parece ser encantado,

Pois sempre está carregado

Disparando tantos truz:

Arrenego de tais cus,

Porque este foi o primeiro

Cu de Moça fulieiro,

Que tivesse tal saída

Para tocar toda a vida

Por fole de algum ferreiro.

das satiras pornográficas de gregório de matos, a mesma maria viegas sacode agora o poeta estravaganemente porque se espeydorrava muito.
(copydescado, com autorização, do http//:aestrovengagirou.blogspot.com)

Sunday, August 13, 2006

Monday, May 01, 2006

durante

antes do depois, vamos fazer uma pausa e voltar com o blog, digamos mais tesudo em breve. vá conferindo de vez em quando.

Monday, April 17, 2006

antes e depois do tunel

....naquele tempo os táxis tinham horror de ir à tijuca à noite, pois invariavelmente voltavam vazios. e eu tomava táxis toda madrugada para casa. de tanto ver o santo nome da minhã mãe sendo xingado e enxovalhado, desenvolvi um discurso-padrão e anti-surra. era na base do " amigo, estou indo para a tijuca. não se preocupe, estou disposto a pagar o retorno. " era o único jeito de sair vivo dos volksvagens quatro portas(zé do caixão), equipamento normal daquela época. ainda assim, levava uns 15 minutos e uns dois uisques para conseguir parar de tremer quano chegava em casa.

pois bem, numa noite apanhei um táxi conduzido por um distintíssimo senhor de terno e gravata que logo após o speech " estou indo para à tijuca... etc", para meu total espanto, respondeu:

— cavalheiro, por favor! o senhor não pagará nem um tostão a mais do que marcar o taxímetro. as tarifas são calculadas de maneira que estejam previstas todas estas possibilidades, inclusive o retorno vazio. o senhor será transportado até sua residência pelo csto acordado entre o departamento de trânsito e a categoria.

achando que estava em londres ou dm genebra, calei a boca, meio envergonhado. vendo meu constrangimento,ele(seria o próprio jesus cristo disfarçado? dizem que acontece) ainda veio em meu auxílio:

— cavalheiro, mil perdões! não me julgue tão generoso ou tão despojado como talvez me fiz passar. há um outro fator que talvez o senhor desconheça, mas que vem a meu favor. acontece que resido no grajaú e já está chegando a hora de me recolher. para mim esta corrida é duplamente benéfica. recebo por parte meu roteiro obrigatório e ainda cumpro minha rotina diária, que é de passar na saens pêna e adquirir um presente para minha esposa.

a esta altura, além da vergonha, começei também a sentir culpa. há quanto tempo não dava um presente para minha mulher? pergunei se era alguma data especial e lá veio outra lição de vida.

— não, cavalheiro. nenhuma efeméride. há 27 anos que jamais me dirigi à minha residência sem um mimo qualquer. na maioria das vezes, uma simples lembrança, uma demonstração de afeto, nada mais que isso. um bombom, uma fruta, um doce. algo que faça ela saber que pensei nela e que não me esqueci de sua doce presença me aguardando.

bebum da pior espécie, distraído notório e sem horários, eu já me afundava no banco tal qual um verme desalmado - um projeto de corno se houvesse justiça no mundo. e ele, implacável.

— assim são as mulheres, caro amigo. muitas vezes são capazes dos maiores sacrifícios em troca de um simples gesto de amor e afeição.

estava quase pedindo-lhe a benção, convencido de que algum anjo tivesse resolvido volar à terra na forma de um motorista de táxi para expiar algum pecadilho, quando o infeliz, já de olhinho revirado, termina a explanação com esta pérola:

— pois esta é minha filosofia de vida. todo dia, um agrado. ela me adora e eu vou comendo aquele cu maravilhoso,

(lula vieira em loucuras de um publicitário, excerto)

Friday, April 07, 2006

dama do lotação

pediu-me para trocar o pneu e agarrou meu pau como chave de roda. nem precisava contar que meti-lhe toda na rodinha. a doida sentou-se em cima de mim como se eu fosse o macaco. e gritava, enfia o parafuso na porca, enfia, e contei que este aro tinha pra mais de seis buracos pra meter-lhe parafuso. nem te conto como é dura a vida de borracheiro quando chegam estas donas com pneus com câmara pra remendar. haja borracha no orificio, e calor de pica pra vedar tanto buraco rasgado. tava ficando sem cola, quando a descarada perguntou, com cuspe também emenda não ? então cuspi-lhe na cara e enfiei-lhe a mangueira na boca. as bochechas incharam tanto que se ela não peida a história estopora. no final ainda tive que ouvir, ah! afinal, era só um preguinho. preciso mesmo pagar ?

iniciação sexual(versão misterwalk)


perfume de morena suada com bunda tobogâ que se esfrega no meu pau pirulito de leite condensado que mal tem tamanho pra sair das minhas calças curtas farda do curso de admissão.
ônibus nem está tão cheio sequer metade das minhas espinhas desta não me safo que agora não dá pra me afastar mais que já estufou a calça feito guarda-chuva.
já lambi o céu da boca já resolvi quatro problemas de matémática de cabeça e a rola não arreda-pé dali cobrinha doida pra se enrascar farejando buraco fundo.
já me sinto apedrejado pelas tias que não tiram olho do onde não há mais espaço entre quadris num rôla não rola dançando a musica dos buracos dos paralelepípedos onde tudo se encaixa e infla a ponto de rasgar as vestes quando lanço mão da cartada final jurando a mim mesmo que sou macho.
penso nela como travesti para ver se o pau amolece.
porra nenhuma esporrei-me todo e nem tinha idade pra usar cuecas.
a turma da esquina vai passar o resto da vida dizendo que sou veado porque gozei pensando em homem.
e não é que foi bom, demais?

publicado originalmente no misterwalk.blogspot.com

Monday, April 03, 2006

anos 50

bons tempos em que os meninos batiam punheta até para ilustração de catecismo e as meninas ficavam molhadas até quando lhe punham óstias na boca.
(originalmente publicado no misterwalk.blogspot.com)

Sunday, March 26, 2006

de redondo cu

de redondo cu
eu cúbica te quero
como cólera química ou paz comum
que nada tão navega
tua nádega núbica
e redondo nenúfar
nu furioso.

no volume do cu
velo o teu lume
cioso cio de culher
nos colhões que te encosto
pelas costas
no cu que te descubro
pelo olho
no volume que rasgo
pela vela
do duro coração na cumoção
de ter-te pelas tetas
culocada na posição
decúbita
culada
da comunicação.

(e.m. de melo e castro)

cometa

cometa
meta no cu
a treta
da baioneta
na teta
ponha o peru
na
porra preta
punheta
meta no cu
o cometa
(e.m. de melo e castro)

Saturday, March 25, 2006

máquinas de fazer sexo

Em uma saída noturna recente, o casal Michel e Chantal Delbecchi foram até o L'Orage Club, em Montreal, e mantiveram relações sexuais com um casal que nunca tinham visto antes. Os Delbecchi, casados desde 1978, são "echangistes", o termo em francês para "swingers", e há 21 anos freqüentam lugares como o L'Orage.
De agora em diante, eles não precisarão mais temer que haja uma revista policial na casa noturna e que eles acabem presos por estar num "local libidinoso".
Em decisão histórica tomada no dia 21 de dezembro, a Suprema Corte do Canadá suspendeu a proibição da existência de clubes de trocas de casal, determinando que o sexo grupal consentido entre adultos não configura nem prostituição nem uma ameaça à sociedade.
A decisão causou indignação, principalmente nas áreas anglófonas do Canadá. Na província francófona de Quebec, redominantemente católica, o veredicto não causou muito alvoroço.
Enquanto editorialistas de jornal fumegavam em Toronto, os de Montreal não se importaram.
Os adeptos do swing comemoraram a decisão, principalmente os de Quebec, onde os clubes servem não apenas para proporcionar o encontro dos casais, mas também para eles fazerem sexo.
- Vai ficar mais fácil para outros interessados em fazer swing dar o primeiro passo e ir a um clube - disse Michel, de 48 anos, sentado ao lado de Chantal, 43, num sofá na penumbra do L'Orage.
Michel, que trabalha nos supermercados Costco, e Chantal, de licença de seu trabalho como motorista de ônibus escolar, disseram que a maioria dos swingers não se sente à vontade em público.
- Temos amigos que tinham medo de vir a um clube porque estavam preocupados com uma batida policial, que poderia afetar sua situação na família ou no trabalho - disse Chantal.
Para o proprietário do L'Orage, Jean-Paul Labaye, o veredicto foi o fim de uma luta judicial de sete anos, que começou numa batida policial em 1998, quando ele e 40 clientes foram presos.
- Todos ficaram chocados de ver que estávamos sendo tratados como bandidos - disse Labaye. - Prometi me defender e defender a causa deles se eles assim o quisessem, e foi o que fiz - acrescentou.
O clube fica numa casa elegante mas antiga, em rua movimentada de Montreal. No térreo há conjuntos de sofás e poltronas, pouca iluminação e fotos com cenas insinuantes nas paredes.
O clube não tem permissão para vender bebidas alcoólicas, mas em seu pequeno bar oferece cafée bebidas energéticas.
Há pelo menos mais cerca de 20 clubes como o L'Orage em Quebec, inclusive um em Gatineau, nas redondezas do imponente prédio da Suprema Corte, do outro lado do rio Ottawa.
Tanto Labaye como os Delbecchi, que têm três filhos adultos, estão se preparando para mudanças importantes em suas vidas pessoais. Labaye pretende se casar com a namorada em maio. Michel e Chantal planejam morar junto com uma mulher de 25 anos que se tornou amante dos dois. Mesmo assim, continuarão trocando de parceiros em clubes de swing.
- No clube, fazemos sexo. Em casa, fazemos amor - disse Michel.

* a legalizaçao ocorreu em 2003.

Saturday, March 04, 2006

prado, adélia

De tal ordem é e tão precioso
o que devo dizer-lhes
que não posso guardá-lo
sem a sensação de um roubo:
cu é lindo!
Fazei o que puderdes com esta dádiva.
Quanto a mim dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.

Objeto de amor, Adélia Luiza Prado de Freitas.

bum bum bum

Bundamel Bundalis Bundacor Bundamor

bundalei bundalor bundanil bundapão

bunda de mil versões, pluribunda unibunda

bunda em flor, bunda em al

bunda lunar e sol

bundarrabil

Bunda maga e plural, bunda além do irreal

arquibunda selada em pauta de hermetismo

opalescente bun

incandescente bun

meigo favo escondido em tufos tenebrosos

a que não chega o enxofre da lascívia

e onde

a global palidez de zonas hiperbóreas

concentra a música incessante

do girabundo cósmico.

Bundaril bundilim bunda mais do que bunda

bunda mutante/renovante

que ao número acrescenta uma nova harmonia.

Vai seguindo e cantando e envolvendo de espasmo

o arco de triunfo, a ponte de suspiros

a torre de suicídio, a morte do Arpoador

bunditálix, bundífoda

bundamor bundamor bundamor bundamor.

Bundamel Bundalis Bundacor Bundamor, carlos drummond de andrade.

nem sei como

Sem esperar, sou amarrada, mãos e pés, e uma venda se põe na frente dos meus olhos. Sou jogada de bruços na cama. A respiração fica ofegante. Aguardo pelo toque de suas mãos. Aos poucos, sinto meu cu ficar quente, chega a latejar. Os dedos começam a percorrer meu corpo, quando chega no rabo começa um intenso vai-e-vem, que me deixa louca. Estremeço de prazer. A vontade é de me abrir toda, ficar de quatro para ser enrabada, mas não consigo com as minhas pernas imobilizadas e os braços atrás das costas. O êxtase é tão grande, que chupo os seus dedos... De repente um tapa na bunda, que me deixa ainda mais alucinada, fico com a buceta molhada, mais louca ainda pra dar. Mas ele quer mais, quer enfiar a mão no meu rabo, e eu também quero que enfie, tudo! É algo que não se tem controle: quanto mais se dá, mais vontade se tem de dar! Os bicos dos seios ficam tesos. O corpo todo pede. Mais um tapa e uma ordem: “Fode!!!” Dói. Tá no seco. Um pouco de dor é bom até e eu peço mais, feito uma vadia, uma puta... Quero mais, a mão entra quase toda, nem sei como agüento... a bunda a essas alturas tá vermelha dos tapas que ficam mais intensos... mal posso me mexer... Aos poucos, sou desamarrada ...
(autoria de ela, no ero 32)

Sunday, February 26, 2006

da higiene íntima

o poeta é esta lasciva ironia
na agonia de poetizar
professo
a profissão de pro(poe)fe(s)ti-ve(a)zar

como se o desejo pudesse preparar um novo idioma
corrente de palavras pre-paradas

e acrescentando todo o nosso esforço tal a lábia sensitiva
dobrar os acontecimentos num pedaço de papel
tal que se lho entregasse a mulher
(como se ela não o resolvesse
no particular dialeto das soluções do tempo)
abandona-lo-ia
no esquecimento prático
do reconhecimento da sensibilidade do talento
dos amantes separados

fa-zelo um calço aos seus mais novos sapatos
senão falo-ia
íntimo e sorrindo
vi-r(i)lh(a) mais uma vez
enxugar não a minha angústia
mas o corrimento
do colo que já espera por outro

(originalmente publicado no cemgrauscelsius)

américo vespúcio

que bunda! verdadeiro mapa-mundi as metades, e eu aqui a ver navios.

(originalmente publicado no misterwalk.blogspot.com)

pág 84, pág 87

A Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban ficou de quatro com a bunda virada para cima. A Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban estava oferecendo o cu pra que o Executivo De Óculos Ray-Ban colocasse seu pau dentre dele, cu da Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban. A Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban fingia que o gesto de ficar de quatro com o cu para cima, era um gesto espontâneo, não premeditado. O Executivo De Òculos Ray-Ban percebera que sua Esposa Com Mais De Quarenta fingia que o gesto de ficar de quatro, com o cu para cima, era um gesto espontâneo, não premeditado. O Executivo De Óculos Ray-Ban fingia que não percebera que sua Esposa Com Mais De Quarenta fingia que o gesto de ficar de quatro, com o cu para cima, era um gesto espontâneo, não premeditado. Mas, já que a Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban estava de quatro, com o cu para cima, só restava a Executivo De Óculos Ray-Ban colocar seu pau no cu de sua Esposa Com Mais De Quarenta.

pág. 87
O Executivo De Óculos Ray-Ban estava suado. O Executivo De Óculos Ray-Ban esfregou o seu pau mole no cu de sua Esposa Com Mais De Quarenta. A Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban, tentando sempre parecer espontânea e natural, fazia caras e bocas aprendidas em alguns filmes pornográficos que o Executivo De Óculos Ray-Ban trazia para casa na época em que ele o Executivo De Óculos Ray-Ban, começou a perder o interesse sexual por ela, Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban. Depois de fazer muita força para eliminar o Gerente De Marketing Da Multinacional Que Fabricava Camisinhas de sua imaginação o Executivo De Óculos Ray-ban conseguiu focalizar o imaginário cu da Kin Bassinger em sua mente e ficou com o pau duro. O Executivo De Óculos Ray-Ban fez sexo anal com sua Esposa Com Mais De Quarenta. O Executivo De Óculos Ray-Ban ejaculou no róseo cu da Kin Bassinger. A Esposa Com Mais De Quarenta do Executivo De Óculos Ray-Ban falou para o Executivo De Óculos Ray-Ban: - eu te amo. O Executivo De Óculos Ray-Ban falou para sua Esposa Com Mais De Quarenta: - eu também. O Executivo De Óculos Ray-Ban tirou o seu pau, meio murcho e coberto por uma gosma bege, de dentro do cu da sua Esposa Com Mais De Quarenta e pensou em uma frase ótima para dizer na reunião de segunda-feira com o diretor de marketing da multinacional que fabricava camisinhas. A frase ótima que o Executivo De Óculos Ray-Ban diria durante a reunião de segunda-feira com a diretoria de marketing da multinacional que fabricava camisinhas era a seguinte: - neste fim de semana, eu almocei comida caseira. Tive de comer o cu da patroa. Quando o Executivo De Óculos Ray-Ban disser esta frase ótima, durante a reunião de segunda feira com a diretoria de marketing da multinacional que fabricava camisinhas o Gerente De Marketing Da Multinacional Que Fabricava Camisinhas rirá.

de sexo, livro do andré sant´anna, autor incluido nos cem melhores contos brasileiros do século, objetiva editora.
(originalmente publicado no cemgrauscelsius)

Sunday, February 19, 2006

por quê sobre sexo ?

sexo não se explica meu filho. sexo faz-se.

sorvete

no cú não. aiiii. aí. quibom.

sorvete II

no cú não. aiiii. aí. quibon. chupa a casquinha.

sorvete III

no cú não. aiiii. aí. quibon. chupa a casquinha. sorvete engorda ?
(originalmente publicados no cemgrauscelsius.blogspot.com)

overture

Quero me abstrair nessas coxas e bundas,
Putas maduras, jovens, noviças, professas,
do único vero Deus, sacerdotisas veras:
Ah, não sair mais dessas fendas e riscas!

Que pés maravilhosos: vôo para o amante,
Voltam só com o amante, descansam apenas
Durante o amor, no leito, depois de gentis mimam
Os pés do amante, que exausto, lasso, se encolhe.
Premiados, aflorados, beijados, lambidos.
Das plantas aos dedos, chupados um a um,
Aos tornozelos, aos lagos de veias lentas,
Pés mais belos que os pés de apóstolos e heróis.

Mas ora, o que é isso tudo, Putas, perto dos
Vossos cus e bucetas, cujos visão, gosto,
odor e tato transformam fiéis em eleitos,
Taernáculo, relicários do impudor.

Por isso, minhas irmãs, nessas coxas e budas
Quero abstrair-me todo, únicas companheiras,
belas maduras, jovens, noviças, professas,
E nunca mais sair dessas fendas e riscas.

Paul Verlaine, Overture, in Para ser Caluniado

educação sentimental


Não diga: "Minha buceta." Diga: "Meu coração."
2. Não diga: "Estou com vontade de foder." Diga: "Estou
nervosa."
3. Não diga: "Acabo de gozar como uma louca." Diga:
"Sinto-me um pouco fatigada."
4. Não diga: "Vou masturbar-me." Diga: "Vou voltar."
5. Não diga: "Quando eu tiver pentelho no cu." Diga:
"Quando eu for grande."
6. Não diga: "Eu prefiro a língua ao pau." Diga: "Só gosto
de prazeres delicados."
7. Não diga: "Entre as reifeições só bebo porra." Diga:
"Sigo uma dieta especial."
8. Não diga: "Tenho doze consolos em minha gaveta."
Diga: "Nunca me entendio quando estou só."
9. Não diga: "Os romances honestos me chateiam." Diga:
"Eu gostaria de ter algo interessante para ler."
10. Não diga: "Quando se lhe mostra uma pica, ela se
zanga." Diga: "É uma original."
11. Não diga: "É uma menina que se masturba até
quase morrer." Diga: "É uma sentimental."
12. Não diga: "É a maior puta da terra." Diga: "É a
melhor menina do mundo."
13. Não diga: "Ela deixa-se enrabar por todos aqueles
que a masturbam." Diga: "Ela flerta um pouco."
14. Não diga: "Ela é uma lésbica raivosa." Diga: "Ela
não flerta de jeito nehum."
15. Não diga: " Eu a vi ser fodida pelos dois buracos."
Diga: " é uma eclética."

Do manual de civilidade destinado às meninas para
uso nas escolas - de Pierre Louÿs