Sunday, March 26, 2006

de redondo cu

de redondo cu
eu cúbica te quero
como cólera química ou paz comum
que nada tão navega
tua nádega núbica
e redondo nenúfar
nu furioso.

no volume do cu
velo o teu lume
cioso cio de culher
nos colhões que te encosto
pelas costas
no cu que te descubro
pelo olho
no volume que rasgo
pela vela
do duro coração na cumoção
de ter-te pelas tetas
culocada na posição
decúbita
culada
da comunicação.

(e.m. de melo e castro)

cometa

cometa
meta no cu
a treta
da baioneta
na teta
ponha o peru
na
porra preta
punheta
meta no cu
o cometa
(e.m. de melo e castro)

Saturday, March 25, 2006

máquinas de fazer sexo

Em uma saída noturna recente, o casal Michel e Chantal Delbecchi foram até o L'Orage Club, em Montreal, e mantiveram relações sexuais com um casal que nunca tinham visto antes. Os Delbecchi, casados desde 1978, são "echangistes", o termo em francês para "swingers", e há 21 anos freqüentam lugares como o L'Orage.
De agora em diante, eles não precisarão mais temer que haja uma revista policial na casa noturna e que eles acabem presos por estar num "local libidinoso".
Em decisão histórica tomada no dia 21 de dezembro, a Suprema Corte do Canadá suspendeu a proibição da existência de clubes de trocas de casal, determinando que o sexo grupal consentido entre adultos não configura nem prostituição nem uma ameaça à sociedade.
A decisão causou indignação, principalmente nas áreas anglófonas do Canadá. Na província francófona de Quebec, redominantemente católica, o veredicto não causou muito alvoroço.
Enquanto editorialistas de jornal fumegavam em Toronto, os de Montreal não se importaram.
Os adeptos do swing comemoraram a decisão, principalmente os de Quebec, onde os clubes servem não apenas para proporcionar o encontro dos casais, mas também para eles fazerem sexo.
- Vai ficar mais fácil para outros interessados em fazer swing dar o primeiro passo e ir a um clube - disse Michel, de 48 anos, sentado ao lado de Chantal, 43, num sofá na penumbra do L'Orage.
Michel, que trabalha nos supermercados Costco, e Chantal, de licença de seu trabalho como motorista de ônibus escolar, disseram que a maioria dos swingers não se sente à vontade em público.
- Temos amigos que tinham medo de vir a um clube porque estavam preocupados com uma batida policial, que poderia afetar sua situação na família ou no trabalho - disse Chantal.
Para o proprietário do L'Orage, Jean-Paul Labaye, o veredicto foi o fim de uma luta judicial de sete anos, que começou numa batida policial em 1998, quando ele e 40 clientes foram presos.
- Todos ficaram chocados de ver que estávamos sendo tratados como bandidos - disse Labaye. - Prometi me defender e defender a causa deles se eles assim o quisessem, e foi o que fiz - acrescentou.
O clube fica numa casa elegante mas antiga, em rua movimentada de Montreal. No térreo há conjuntos de sofás e poltronas, pouca iluminação e fotos com cenas insinuantes nas paredes.
O clube não tem permissão para vender bebidas alcoólicas, mas em seu pequeno bar oferece cafée bebidas energéticas.
Há pelo menos mais cerca de 20 clubes como o L'Orage em Quebec, inclusive um em Gatineau, nas redondezas do imponente prédio da Suprema Corte, do outro lado do rio Ottawa.
Tanto Labaye como os Delbecchi, que têm três filhos adultos, estão se preparando para mudanças importantes em suas vidas pessoais. Labaye pretende se casar com a namorada em maio. Michel e Chantal planejam morar junto com uma mulher de 25 anos que se tornou amante dos dois. Mesmo assim, continuarão trocando de parceiros em clubes de swing.
- No clube, fazemos sexo. Em casa, fazemos amor - disse Michel.

* a legalizaçao ocorreu em 2003.

Saturday, March 04, 2006

prado, adélia

De tal ordem é e tão precioso
o que devo dizer-lhes
que não posso guardá-lo
sem a sensação de um roubo:
cu é lindo!
Fazei o que puderdes com esta dádiva.
Quanto a mim dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.

Objeto de amor, Adélia Luiza Prado de Freitas.

bum bum bum

Bundamel Bundalis Bundacor Bundamor

bundalei bundalor bundanil bundapão

bunda de mil versões, pluribunda unibunda

bunda em flor, bunda em al

bunda lunar e sol

bundarrabil

Bunda maga e plural, bunda além do irreal

arquibunda selada em pauta de hermetismo

opalescente bun

incandescente bun

meigo favo escondido em tufos tenebrosos

a que não chega o enxofre da lascívia

e onde

a global palidez de zonas hiperbóreas

concentra a música incessante

do girabundo cósmico.

Bundaril bundilim bunda mais do que bunda

bunda mutante/renovante

que ao número acrescenta uma nova harmonia.

Vai seguindo e cantando e envolvendo de espasmo

o arco de triunfo, a ponte de suspiros

a torre de suicídio, a morte do Arpoador

bunditálix, bundífoda

bundamor bundamor bundamor bundamor.

Bundamel Bundalis Bundacor Bundamor, carlos drummond de andrade.

nem sei como

Sem esperar, sou amarrada, mãos e pés, e uma venda se põe na frente dos meus olhos. Sou jogada de bruços na cama. A respiração fica ofegante. Aguardo pelo toque de suas mãos. Aos poucos, sinto meu cu ficar quente, chega a latejar. Os dedos começam a percorrer meu corpo, quando chega no rabo começa um intenso vai-e-vem, que me deixa louca. Estremeço de prazer. A vontade é de me abrir toda, ficar de quatro para ser enrabada, mas não consigo com as minhas pernas imobilizadas e os braços atrás das costas. O êxtase é tão grande, que chupo os seus dedos... De repente um tapa na bunda, que me deixa ainda mais alucinada, fico com a buceta molhada, mais louca ainda pra dar. Mas ele quer mais, quer enfiar a mão no meu rabo, e eu também quero que enfie, tudo! É algo que não se tem controle: quanto mais se dá, mais vontade se tem de dar! Os bicos dos seios ficam tesos. O corpo todo pede. Mais um tapa e uma ordem: “Fode!!!” Dói. Tá no seco. Um pouco de dor é bom até e eu peço mais, feito uma vadia, uma puta... Quero mais, a mão entra quase toda, nem sei como agüento... a bunda a essas alturas tá vermelha dos tapas que ficam mais intensos... mal posso me mexer... Aos poucos, sou desamarrada ...
(autoria de ela, no ero 32)