urna de manequim
ele, de manhã, bem cedo, dia de eleição, faz bôca de urna: — vai logo, vira essa urna pra cá, hé-hé, tentando sufragar vontades.ela, por sobre os ombros, mais cara de mesária roendo caneta bic, do que cara de tédio, o que dá na mesma ou a que dá na mesa? o que também continua dando na mesma : — ah! não, voto nulo outra vez? vira pro lado e ignora sua justificativa de direito consitucional do exercício democrático de voto.
moral da história: nem sempre a democracia é o regime onde a minoria se fode como gostaria. às vezes, nem isso.


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